OS GRÃO-MESTRES DO GRANDE ORIENTE BRASILEIRO

OS GRÃO-MESTRES DO GRANDE ORIENTE BRASILEIRO




Diferentemente do Grande Oriente do Brasil Vale do Lavradio (atual GOB), todos os grão-mestres do Grande Oriente do passeio eram ante-escravocratas e republicanos. O Grande Oriente Brasileiro não permitia em suas Lojas maçons monarquistas e escravocratas. Foram grão-mestres do Grande Oriente os seguintes irmãos:


DR. NICOLAU PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO

Grão-Mestre: 1831-1842




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Senador Vergueiro, advogado, maçom republicano. Nasceu dia 20 de dezembro de 1778, Val da Porca, Portugal, filho de Luiz Bernardo Pereira Vergueiro e Clara Maria Borges Campos. Bacharelou-se em direito pela Universidade de Coimbra em 1801. O jovem mudou-se para o Brasil, com 25 anos, e rapidamente ingressou nos âmbitos políticos e econômicos mais importantes da província de São Paulo. Em 2 de agosto de 1804, casou-se na Catedral da Sé com Maria Angélica de Vasconcellos, filha do Capitão José de Andrade e Vasconcellos. Exerceu a função de advogado no fórum de São Paulo, cargo que ocupou até 1815. Paralelamente, em 1807, Vergueiro adquiriu, em parceria com o sogro, uma sesmaria de duas léguas em quadra, em Piracicaba, onde fundou o Engenho do Limoeiro, cujo primeiro administrador foi seu irmão João Manuel Vergueiro. Sete anos depois, adquiriu nova sesmaria em sociedade com o sogro. Com dimensões de três léguas de testada e uma de fundo, Monjolinho se localizava nos Campos de Araraquara e foi destinada à criação de gado. Algum tempo depois, tornou-se o único proprietário das duas terras. Em 1813, foi nomeado vereador da Câmara Municipal de São Paulo. Foi juiz das sesmarias até 1816 quando se mudou para Piracicaba, adquiriu em sociedade com o brigadeiro Luís Antônio de Sousa, terras na região de Rio Claro. Em 1821, às vésperas da independência do Brasil, tornou-se membro do governo provisório da província de São Paulo. Exerceu outros cargos nas províncias de São Paulo e Minas Gerais. Participante da constituinte de 1823 como representante da província de São Paulo, como os irmãos Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e José Bonifácio de Andrada e Silva e Martim Francisco Ribeiro de Andrada, que foi preso após a dissolução da constituinte. Era senador e, com a abdicação de dom Pedro I, integrou a Regência Trina provisória em 1831, representando o setor agro exportador durante a menoridade de dom Pedro II. Integrou o gabinete de 13 de setembro de 1832, assumindo a pasta do Império até 23 de maio de 1833, e a da Fazenda até 14 de dezembro de 1832. Ocupou a pasta da Justiça no gabinete de 22 de maio, organizado por Manuel Alves Branco, Segundo Visconde de Caravelas, e, interinamente, a do Império. Foi senador durante dez legislaturas consecutivas. Como parlamentar, sempre defendeu posições liberais e antiescravistas. Nas décadas de 40 e 50, foi pioneiro na introdução de imigrantes europeus em suas fazendas de café na cidade de Limeira (Fazenda Angélica - que recebeu este nome em homenagem a esposa de Vergueiro). A partir de 1847, o Senador Vergueiro, estimulou a vinda de famílias europeias para trabalharem em sua fazenda de café em Limeira, São Paulo. Na maçonaria foi o fundador do Grande Oriente Nacional Brasileiro conhecido como Grande Oriente do Passeio, sendo seu primeiro Grão Mestre e Grande Comendador da Ordem. O Senador Vergueiro faleceu em 18 de setembro de 1859, no Rio de Janeiro, seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.

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DR. CÂNDIDO JOSÉ DE ARAÚJO VIANA

Grão-Mestre: 1842-1846




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Marquês de Sapucaí, advogado e maçom republicano. Nasceu em 15 de setembro de 1793, Nova Lima, Congonhas de Sabará. Foi ministro da fazenda e ministro da justiça, conselheiro de estado, deputado geral, presidente de província e senador de 1840 a 1875, eleito pela província de Minas Gerais. Ocupou a presidência do senado de 1851 a 1853. Foi deputado constituinte em 1823 e deputado geral representando Minas Gerais por três mandatos. Ocupou as presidências das províncias de Alagoas e do Maranhão. Foi ainda procurador da coroa, fiscal do tesouro e ministro do Supremo Tribunal de Justiça, ministro da fazenda e nomeado membro extraordinário do Conselho de Estado a partir da data de sua criação. Em 1839, foi nomeado mestre de literatura e ciências positivas de D. Pedro II (então herdeiro do trono); posteriormente, também cuidou da educação da Princesa Isabel. Como Ministro do Império no segundo Gabinete conservador (1841-1843), referendou a lei que dava aos senadores o solene tratamento de "Sua Excelência". Condecorado como dignitário da Imperial Ordem de Cristo e da Rosa, além de Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e da Legião de Honra. Recebeu do imperador o título de visconde em 1854 e de marquês em 1872. Era do Conselho de Sua Majestade, Gentil-Homem da Imperial Câmara e Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial. Na maçonaria assumiu todos os cargos, sendo Grão-Mestre do Grande Oriente Brasileiro em 1842. Foi o responsável pela fusão do Supremo Conselho de Montezuma com o Supremo Conselho do Grande Oriente Brasileiro. Faleceu em 23 de janeiro de 1875, no Rio de Janeiro.

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DR. MANUEL ALVES BRANCO

Grão-Mestre: 1846-1854


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Visconde de Caravelas, advogado, economista, escritor, jornalista, maçom progressista de visão nacionalista e incentivador da industrialização do país. Nasceu em Maragogipe, em 7 de junho de 1797. Membro da Ordem de Cristo e da Rosa. Filho do negociante João Alves Branco e de D. Anna Joaquina Silvestre Branco. Logrou-se em direito pela Universidade de Coimbra (1822), onde também estudou matemática e ciências naturais, voltou à Bahia como juiz e em seguida foi transferido para o Rio de Janeiro. Representante de seu estado na assembleia geral, foi contador-geral do Tesouro (1830-1833) e nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros (1835). Eleito senador pela Bahia (1837) chegou a acumular ao mesmo tempo as pastas do Império e da Fazenda (1937-1839). Na vida publica foi deputado geral, ministro da Justiça, ministro da Fazenda, senador e primeiro Presidente do Conselho de Ministros (Primeiro-Ministro) do Império do Brasil, de 20 de maio de 1847 à 8 de março de 1848. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.; Membro do conselho de sua majestade o Imperador. Como escritor deixou várias obras tais como: A fala do trono de 1885; Discurso, sermão ou oração, 1850; A Liberdade - Poemas; A primavera - Poemas; A Proclamação da Constituição Portuguesa, 1820; Coleção de Poesias Minhas, 1827;Discurso pronunciado na Câmara dos Deputados na sessão de 18 de maio de 1832; Discurso, sermão ou oração. 1832; Florilégio da Poesia Brasileira, 1850; Memória sobre o Rio da Prata; Parnaso Brasileiro, 1843. Elaborou o Código de Processo Criminal, aprovado em 29 de novembro de 1832. Foi condecorado com o oficialato da Ordem do Cruzeiro. Foi Grão Mestre do Grande Oriente Brasileiro em 1846. Faleceu na cidade de Niterói em 13 de julho de 1855.

CONSELHEIRO ANTONIO MANOEL DE CAMPOS MELLO

Grão-Mestre: 1854-1856


Advogado, escritor, redator e ministro e secretario de estado dos negócios da justiça, maçom liberal republicano. Nasceu na cidade de Porto Feliz, SP, em 1809. Logrou-se em ciências sócias e jurídicas, concluindo o bacharelando em direito em 1833, na Academia Jurídica de São Paulo. Logo depois de formado, abriu um escritório de advocacia na cidade de São Paulo e passou a escrever para diversos jornais. Amante dos liberais e a eles pagando tributos, ingressou na vida publica em 1837. Em 6 de outubro de 1840, foi nomeado para cargo de Inspetor do Tesouro da Fazenda Publica. Em 1842, participou da revolta dos liberais. Deputado provincial por São Paulo na 6ª legislatura (1846-1847. Tomou posse como Presidente da Província de Alagoas, em 10 de novembro de 1846, sendo exonerado do cargo em 19 se junho de 1847. Foi empossado no cargo de ministro da justiça em 31 de maio de 1848. Eleito novamente deputado em 1848 pela província de São Paulo. Em 1851 ele foi o principal redator da Reforma. Tomou posse em 23 de janeiro de 1862 na presidência da Província do Maranhão, sendo exonerado do cargo em 10 de junho de 1863. Foi redator de vários jornais e periódicos. Contraiu núpcias com D. Maria da Conceição Cavalcante de Campos Mello tendo com ela filhos: Dr. Antônio Manoel de Campos Mello Filho; Luiz Cavalcante de Campos Mello; Julho de Cavalcante de Campos Mello; Eduardo Cavalcante de Campos Mello; Frederico Cavalcante de Campos Mello; Virginia Cavalcante de Campos Mello; Amélia Cavalcante de Campos Mello . Em 1876, enfermo com cachexia reumática, afastou-se da politica e deligou-se do Grande Oriente Brasileiro. Faleceu em 31 de agosto de 1878, na cidade do Rio de Janeiro.

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DR. PAULINO JOSÉ SOARES DE SOUZA

Grão-Mestre: 1856-1861




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Visconde do Uruguai, advogado, maçom republicano. Nasceu em Paris, França, em 4 de outubro de 1807. Filho do médico brasileiro José Antônio Soares de Sousa e da francesa, D. Antoinette Gabrielle Gibert Soares de Sousa. Sua família mudou-se para Portugal em 1814, retornando quatro anos depois para o Brasil, fixando-se em São Luís do Maranhão. Em 1823 iniciou o curso de Direito em Coimbra, mas foi detido ao lado de outros brasileiros sob a acusação de participação na revolta do Porto e com o fechamento da Universidade, em 1828. Neste ano voltou ao Brasil, mas retomou o curso somente em 1830, concluindo sua formação no Curso Jurídico de São Paulo, em 1831. Ingressou na magistratura em 1832, tendo sido nomeado juiz e, pouco depois, ouvidor de comarca em São Paulo. Em 1833 se casou com Ana Maria de Macedo Alvarez de Azevedo, de uma família influente de proprietários de terras da província fluminense, o que o inseriu numa rede de parentesco de grande prestígio e poder político. Em 1835 foi lançado candidato, pelo Partido Moderado, a deputado para a Assembleia Provincial do Rio de Janeiro por Evaristo da Veiga, o que deu início a sua rápida ascensão política. Em 1836 foi eleito deputado provincial e, no mesmo ano, nomeado pelo regente Diogo Feijó presidente da Província do Rio de Janeiro. Em 1837, acusado de filiar-se à oposição, foi demitido da presidência da província por Feijó, tendo sido reconduzido após sua renúncia, permanecendo no cargo até 1840. Assumiu diversos cargos na administração imperial, foi secretário de Estado dos Negócios da Justiça (1840 e 1841-1843), dos Negócios Estrangeiros (1843-1844, 1849-1852 e 1852-1853). Foi senador (1849) e membro do Conselho de Estado (1853). Como um dos mais importantes nomes do cenário político do Segundo Reinado, contribuiu para o chamado Regresso Conservador, a partir de 1837. Ao lado de Joaquim José Rodrigues Torres, o futuro visconde de Itaboraí, e Eusébio de Queiroz, liderava o Partido Conservador e com estes formava o que ficou conhecida como a ‘trindade saquarema’, forma como eram denominados os conservadores, em alusão à região fluminense onde tinham propriedade de terras. Foi um dos principais articuladores da Lei interpretativa do Ato Adicional (1840) e da reforma do Código de Processo Criminal (1841), que resultaram em maior centralização política e administrativa do Segundo Reinado. Atuou de forma determinante para a aprovação, em 1850, da abolição do tráfico de escravos no Brasil. À frente da pasta de Negócios Estrangeiros, sua atuação nas negociações diplomáticas da região do Prata, na questão dos limites entre Brasil, Argentina e Paraguai lhe renderam o título de visconde do Uruguai. Em 1855 foi nomeado enviado extraordinário e ministro plenipotenciário junto à corte de Napoleão III para tratado de limites com a Guiana Francesa, a chamada Questão do Oiapoque. Foi o autor de Estudos sobre o direito administrativo (1862), e Estudos práticos sobre a administração das províncias do Brasil (1865), dois trabalhos fundamentais sobre a administração pública brasileira no século XIX. Seu filho, Paulino José Soares de Sousa, também seguiu a carreira política, tendo sido ministro dos Negócios do Império (1868-1870), além de senador pela Província do Rio de Janeiro (1882-1884 e 1886-1889). Foi agraciado com comenda de oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro, com a Grã Cruz da Ordem de São Genaro pelo rei de Nápoles (1850) e condecorado com a Ordem Real de Danebrog pelo rei da Dinamarca (1852), com a Ordem Imperial da Coroa de Ferro pelo imperador da Áustria (1852) e com a Ordem de Cristo pelo rei de Portugal (1852). Foi membro, entre outras, da Academia Britânica de Ciências, Artes e Indústria, da Sociedade de Zoologia e Aclimatação de Paris, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional do Rio de Janeiro. Pertencia à maçonaria desde os tempos da Escola em São Paulo, ou, talvez, antes, desde Coimbra:, sendo, em 1835, nomeado como delegado junto ao Grande Oriente do Brasileiro ou do Passeio para as Lojas Paulistanas. O Grão-Mestre Alves Branco renunciou do cargo, sendo substituído, em 1856 pelo Visconde do Uruguai. No ano de 1861, entre tantos conflitos interno causado ao Grande Oriente do Passeio, não conseguindo manter o poder para si, seguindo os passos do Visconde do Rio Branco, deixou o Grande Oriente do passeio e se filiou no Grande Oriente do Lavradio, levando consigo cerca de 20 lojas. O Grande Oriente Brasileiro ficou sobre a tutela de seu adjunto, enfermo e sem liderança, suspendeu as atividades temporariamente em 1864. Visconde do Uruguai faleceu no Rio de Janeiro, em 15 de julho de 1866.


DR. PEDRO ERNESTO ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA

Grão-Mestre: 1867-1871

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Médico homeopata e cientista, professor, jornalista e escritor, maçom liberal republicano. Nasceu em Lisboa por volta de 1834, naturalizando-se brasileiro em 1858 conforme Carta de Naturalização assentada no livro BRRJAGCRJ.CM.NAT46.4.1 pgs. 187/188, expedida em 25/05/1858. Logrou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1856 já atuava como professor de medicina homeopata na Escola de Homeopatia do Império do Brasil. Foi professor de medicina e farmácia na Escola Homeopática do Brasil e medico de Enfermaria do Hospital de São Vicente de Paulo, na Corte, professor de Medicina Legal da província de São Paulo; membro de diversas corporações médicas, científicas e literárias. Autor de diversas obras e outros escritos, sobre medicina, literatura, historia, viagens, costumes, política, tais como: Tratado de Medicina Homeopática, 1852 (A 2a EDIÇÃO DE1857); Pathogenesia Homeopathica Brasileira, 1856; Apêndice: A Pratica Elementar de Homeopathia, 1857; Guia Medica (Homeopathia das Famílias); 1858; Memoria sobre o Cólera Morbus, 1855; Memoria Sobre o Magnetismo e Sonambulismo, 1853; Estudos sobre os Diferentes Sistemas Médicos, 1864; Deveres do Homem (Para Uzo da Infância), 1865; Memoria sobre o Infanticídio, 1857; O Medico Popular: Jornal Medico, 1851; O Athleta: Jornal Medico, 1851. Escreveu, além de artigos em jornais sobre indústria, artes, literatura, história e política, publicados de 1851 a 1870, os seguintes trabalhos": O O Escravo Fugido: Romance Brazileiro. 1864; Episodio do Carnaval: Romance Brazileiro, 1864; Castigo Singular: Romance Brazileiro. 1864; Hippolyto e Isabel, 1860; A Vingança: Romance Brazileiro, 1851. Foi redator nos jornais: O Medico Popular: Jornal Médico, 1851; O Athleta: Jornal Médico, 1852; O Cosmopolita: Jornal Litterario e Scientifico, 1854; O Echo do Povo: Jornal de Interesses Populares, 1857; O Monitor Brazileiro: Jornal Político, 1858; O Vigilante:, Jornal Maç:. 1870-1871; Resumo Analytico e Demonstrativo dos Estatutos e Organização da Sociedade Protectora dos Empregados Públicos e Monte-Pio Popular. Rio De Janeiro, 1876. Como jornalista, fundou e redigiu jornais de propaganda médica e outros como segue: "O Cosmopolita", 1854; "O Eco do Povo", 1871; "O Monitor Brasileiro", 1858; "O Vigilante" Jornal Maçônico, 1870-1871. Foi secretário do Instituto Episcopal Brasileiro, quando dedicou parte de sua vida a escrever diversos romances e literaturas. Foi graças aos esforços do Dr. Pedro Albuquerque que fundamentou a oficialização das farmácias homeopáticas no Brasil, através do Decreto Imperial nº 9.554 de 03 de fevereiro de 1886. Sua primeira clínica homeopática oficialmente no Brasil foi instalada em 1857 na cidade de Campinas, sito rua de Santa Teresa. Em 1864, suas obras sobre homeopatia foi considerado Lei para as escolas homeopáticas do Brasil, sendo editados quatro volumes, conforme publicado no Jornal do Comercio. Na maçonaria assumiu todos os cargos e pertenceu a diversas lojas maçônicas filiadas ao Grande Oriente Brasileiro, único e legal para o Rito Escocês Antigo e Aceito naquela época no Império do Brasil. Quando do adormecimento da dita potência em 1863 (crise politica na maçonaria brasileira), ele ficou fiel e manteve seu cargo de delegado ate a restauração da mesma corporação em 1867, ocasião em que foi aclamado pelos maçons republicanos Grão Mestre Interino do Grande Oriente Brasileiro ou do Passeio (1867-1871). Em 23 de novembro de 1867, fundou na cidade de Campinas, a Loja Maçônica Independência existente ate os dias atuais. Era um defensor da maçonaria republicana para a glória e o crescimento do Brasil, combatendo intensamente a maçonaria monarquista e arcaica criada no Brasil por José Bonifácio de Andrade e Silva.

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DR. MANUEL JOSÉ DE FREITAS TRAVASSOS FILHO

Grão-Mestre: 1871-1883




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Advogado, professor e militar. Nasceu em Porto Alegre em 8 de julho de 1812. Filho do Comendador Manuel José de Freitas Travassos e de Dona Luísa Justiniana de Freitas Mascarenhas. Estudou humanidades no Seminário de São José e bacharelou-se em ciências sociais e jurídicas pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 11 de novembro de 1834. Contraiu núpcias com D. Francisca Machado Freitas Travassos e teve com ela filhos. Foi nomeado Procurador-Fiscal da Tesouraria de Fazenda na província do Rio Grande do Sul em 1835, Juiz de Direito da comarca do Rio Grande do Sul, em decreto de 4 de setembro de 1838, sendo removido para a 2ª Vara do Crime de Porto Alegre, em decreto de 20 de outubro de 1843. Foi suplente convocado na 1ª Legislatura da Assembleia Legislativa Provincial do Rio Grande do Sul. Foi 3º vice-presidente da província do Rio Grande do Sul, nomeado por carta imperial de 1 de outubro de 1841. Exerceu este cargo durante dezesseis anos, até ser nomeado Desembargador da Relação da Corte, em decreto de 15 de março de 1859, Relação da qual foi Presidente, por nomeação imperial, em decreto de 9 de outubro de 1875. Em decreto de 28 de junho de 1878, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de Manoel Messias de Leão; tomou posse em 6 de julho seguinte. Eleito Deputado à Assembleia-Geral Legislativa, por sua província natal, na 9ª legislatura (1853-1856), não tomou assento. Foi Chefe de Polícia da referida província em 1837 e 1844. Em carta imperial de 1º de outubro de 1841, foi nomeado 3º Vice-Presidente da província do Rio Grande do Sul; por outra, de 3 de maio de 1870, foi também nomeado 1º Vice-Presidente da província do Rio de Janeiro e nessa qualidade assumiu a administração da província por duas vezes, em 5 de maio de 1870 e 7 de março de 1871. Em carta imperial de 20 de março de 1873, foi nomeado Presidente da mesma província, tomando posse a 26 do referido mês, sendo exonerado a pedido, em decreto de 18 de setembro de 1874. Relevantes serviços prestou Manoel José de Freitas Travassos à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, em que foi Provedor nos biênios 1877-1878 e 1878-1879, e ao Asilo de Santa Leopoldina, em Niterói, de que foi Provedor. Foi agraciado com o hábito da Ordem da Rosa; hábito do Cruzeiro, em decreto de 25 de março de 1841; comenda de Cristo, em decreto de 2 de dezembro de 1845; título do Conselho, em decreto de 20 de novembro de 1875; foro de Moço da Imperial Câmara, em 1845; Guarda-Roupa em 1861 e Veador, em decreto de 13 de julho de 1878. Dedicou sua vida no amparo e socorrer os órfãos e necessitados Espaços pelo Corte do Brasil. Na maçonaria defendia a reforma na estrutura maçônica brasileira, assumiu todos os cargos inerentes a ordem e eleito Grão-Mestre em 1871 no Grande Oriente Brasileiro ou do Passeio. Instalou duas escolas publicas maçônicas no Rio de Janeiro, quando Grão Mestre da Ordem. Incentivava as lojas do Grande Oriente do Passeio defender a democracia e combater a escravidão. Faleceu em 24 de agosto de 1885, na cidade de Niterói, sendo sepultado no Cemitério de Maruí.

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DR. GASPAR DA SILVEIRA MARTINS

Grão-Mestre: 1883-1887




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Advogado e político da cidade de Cerro Largo - República Oriental do Uruguai, divisa com o estado do Rio Grande do Sul. Foi deputado, conselheiro do Império, senador, ministro da Fazenda, governador do Rio Grande do Sul e um dos grandes oradores de nossa história, escritor, professor e maçom liberal progressista. Nasceu no Departamento de Cerro Largo, Melo, Uruguai, em 5 de agosto de 1835, na fazenda Asseguá. Filho de Carlos Silveira Morais Ramos e de Maria Joaquina das Dores Martins. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, onde realizou parte do curso (1852-1854), transferindo-se para a Faculdade de Direito de São Paulo, em que bacharelou em 1856. Foi juiz municipal da 2ª Vara da Corte (1859-1864). Iniciou a vida política no Rio Grande do Sul. Liberal e monarquista, participou da criação do Partido Liberal Histórico (PLH), ao lado de Manoel Luís Osório, Felix da Cunha e Davi Canabarro. Foi indicado pelo PLH a concorrer a uma vaga como deputado provincial, tendo sido eleito em 1862 e reeleito em sucessivas legislaturas, tornando-se uma das principais lideranças políticas em sua província (1863, 1864, 1866-1867, 1873-1874, 1875, 1876, 1877-1878, 1879-1880, 1881-1882, 1883-1884, 1885-1886, 1887-1888 e 1889). Em Porto Alegre, fundou o jornal A Reforma (1862), que seria um dos principais veículos propagandistas dos federalistas gaúchos. Foi eleito deputado geral para as legislaturas 1873-1875, 1877 e 1878-1880 e, como podia haver concomitância de exercício de cargos eletivos, foi ainda senador em 1880-1881, 1882-1884, 1885 e 1886-1889. Na Assembleia-Geral envolveu-se em uma contenda com Irineu Evangelista de Sousa, o futuro barão de Mauá, membro do Partido Liberal e deputado geral pelo Rio Grande do Sul, acusando-o de apoio ao gabinete conservador de José Maria da Silva Paranhos (1871-1875), o visconde de Rio Branco, o que acabaria por levá-lo a renunciar ao cargo em 1873. Como deputado teve atuação destacada na defesa da eleição direta, da elegibilidade aos acatólicos, da construção de estradas de ferro e de promulgação de legislação fiscal específica para a província do Rio Grande do Sul, de forma a estimular o comércio e coibir o contrabando na fronteira. Foi indicado para ocupar a Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda (1878-1879), no gabinete liberal de João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu (1878-1880), onde se destacou pela criação de tarifa especial sobre produtos importados pelo Rio Grande do Sul, pela ampliação das estradas de ferro que serviam à província. Em 24 de julho de 1889, assumiu a presidência da província, e foi convidado para ocupar lugar no novo ministério liberal que estava sendo organizado. Foi preso a caminho da Corte, em Desterro, Santa Catarina, e no Rio de Janeiro, tomou conhecimento de que fora desterrado do território brasileiro pelo governo provisório de Deodoro da Fonseca, antigo rival político, pelo decreto n. 78-A, de 21 de dezembro de 1889, ao lado de Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Presto, e o irmão deste, Carlos Afonso de Assis Figueiredo. Retornou do exílio na Europa em janeiro de 1892, quando participou da organização do Partido Federalista (PF), no Congresso de Bagé, que reuniu dissidentes do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), de inspiração positivista, que defendia o sistema de governo parlamentarista e opunha-se ao presidente do estado do Rio Grande do Sul Júlio Prates de Castilhos. Na Maçonaria assumiu todos os cargos da instituição. Deixou o GOB do Lavradio em 1882 e se filiou na Loja Maçônica Aurora Escosseza, Grande Oriente Brasileiro. Em 1882. foi eleito grão-mestre do Grande Oriente do Passeio tomando posse 1883. Foi membro honorário do Gran Oriente de la Republica Oriental del Uruguay. Relata ainda a historia que o Conselheiro Gaspar da Silveira Martins dotado de um Espirito Eclético elevadíssimo, com a participação e a colaboração do General Gumercindo Saraiva da Rosa (Arroio Grande, 13 de janeiro de 1852 - Carovi , Capão do Cipó, 10 de agosto de 1894), General Aparício Saraiva da Rosa (Santa Clara de Olimar, à época pertencente ao departamento de Cerro Largo, atualmente de Treinta y Três, Uruguai - 16 de agosto de 1856 - Santana do Livramento, Brasil, 10 de setembro de 1904) e o General João Nunes da Silva Tavares (Barão de Itaqui: Herval, 24 de maio de 1818 - Bagé, 09 de janeiro de 1906), instalou nas trincheiras dos Maragatos, Cerro Largo, Bagé e Piratini, quando da Revolução Federalista, (1893-1895), as Lojas: Restauracion (Loja Mãe da Maçonaria de Cerro Largo, fundada em 19 de maio de 1856, loja esta, que pertenciam os irmãos Saraiva); Liberdade e Honra; Proctetora da Pátria; Estrella da Liberdade; além de câmaras e capítulos ecléticos. Essas lojas foram a base da revolução no sul do país no século XIX. Derrotada a Revolução Federalista, em 1896, organizou um novo congresso do Partido Federalista, em que mantinha as bandeiras de luta pelo parlamentarismo e por um Estado unitário federal, em oposição à Constituição de 1891. Aos poucos se afastou da vida política, fixando residência na estância do Rincão do Pereira, no Departamento de Tacuarembó, Uruguai. Faleceu repentinamente em 23 de julho de 1901, num quarto de hotel na cidade de Montevidéu. Foi instalada a Loja Maçônica Gaspar Silveira Martins nº 272, Oriente de Bagé em sua homenagem, além de diversos logradouros públicos e um município.



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