A MAÇONARIA ECLÉTICA

OU RITO ECLÉTICO

O SISTEMA DA MAÇONARIA ECLÉTICA

O RITO ECLÉTICO

O Sistema da Maçonaria Eclética ou simplesmente Rito Eclético foi compilado em  01 de maio de 1776, pelo Barão de Ditfurth, a principio com quatorze graus,  sendo publicado em Frankfurt oficialmente seus rituais em 1779. Não prosperando como esperado na Alemanha, o Barão de Ditfurth resolveu reformar e reestruturar o rito em parceria com os maçons Johann Karl Brönner e o Barão de Knigge (1781-1783), mudando radicalmente sua estrutura. A partir da reforma, os graus simbólicos passaram a ter destaque no Sistema da Maçonaria Eclética. Após a reforma e promulgada a constituição da União Eclética ou Liga Eclética, no mesmo ano, os graus simbólicos ficaram independentes dos graus filosóficos (nos moldes da maçonaria inglesa), as lojas simbólicas passaram a ter autonomia para decidir que caminho trilhar no filosofismo sem a interferência das grandes lojas simbólicas. Seu governo seria autônomo e independente do simbolismo como exigido pela maçonaria regular. No mesmo ano, um grupo de lojas simbólicas se reuniram em Frankfurt com a intenção de fundar e estabelecer um corpo filosófico, soberano, autônomo e independente, denominado de Grande Capítulo da Maçonaria Eclética, com onze graus filosóficos, tendo destaque os graus de Cavaleira Rosa-Cruz e Cavaleiro Kadosh. Esse novo corpo tinha como finalidade unificar, regular, administrar e orientar o sistema filosófico adotado pelas lojas ecléticas. O Rito floresceu na Europa e nas Américas, sendo estabelecido vários países, em  especial na Cisplatina e Rio da Prata em 1882  e no Brasil em 1892. 

No Sistema Eclético, a IGUALDADE e a LIBERDADE são direitos essenciais que o Homem, na sua perfeita e original primitiva forma recebeu da natureza, sendo Ele, livre para escolher o seu próprio caminho. Assim, o Maçom Eclético como Triangulo Perfeito pode decidir qual caminho trilhar, quando começar, remodelar ou acabar a obra, utilizando como ferramentas suas próprias concepções e aspirações.

A HISTÓRIA DO RITO ECLÉTICO

NA ALEMANHA

O RITO ECLÉTICO FILOSÓFICO

O Sistema da Maçonaria Eclética ou Rito Eclético foi compilado em 01 de maio de 1776, com quatorze graus pelo Barão von Ditfurth (Franz Dietrich von Ditfurth: 1738, Dankersen, Alemanha – 1813, Weser, Alemanha), sendo publicado em 1779, em Frankfurt, não prosperando como esperado no primeiro momento na Alemanha. Assim, o Barão de Ditfurth resolveu reformar e reestruturar o rito em parceria com Johann Karl Brönner, (Johann Ludwig Karl Brönner: 01 de julho de 1738, Frankfurt, Alemanha - 22 de março de 1812, Frankfurt, Alemanha) e o Barão von Knigge (1781-1783), mudando radicalmente sua estrutura. A partir de então, os graus simbólicos passou a ter destaque principal no Rito Eclética.

A REFORMA DO RITO ECLÉTICO

O Barão von Knigge, (Adolph Franz Friedrich Ludwig Knigge: 16 de outubro de 1752, Wennigsen, Alemanha - 6 de maio de 1796, Brémen, Alemanha), em 1782, logo após o Congresso em Wilhelmsbad, reformou o “Rito Eclético Filosófico” em conformidade com as normas e diretrizes da maçonaria regular inglesa, transformando-a em um verdadeiro Professorado Filosófico. Separou os graus simbólicos dos graus filosóficos, excluindo dos rituais as especulações do hermetismo, templarismo e ideias e cavalheiresca e cabalísticas incluídas nos traçados originais que nada tinha haver com a Ordem dos Pedreiros-Livres, trazendo de volta à pureza primitiva e genuína da franco-maçonaria, restando tão somente à essência maçônica estabelecida conforme os antigos Landmarks da Maçonaria Inglesa.

Os graus simbólicos para Knigge, Ditfurth e Brönner, representavam a mais pura maçonaria, um sistema de ensino que transformava homens comum em verdadeiros professores e filósofos, sendo o alicerce de toda estrutura eclética, representando ainda, a “Evolução Racional da Espécie Humana”.

A CORPORAÇÃO ECLÉTICA ALEMÃ

As Grandes Lojas Provinciais de Frankfurt e de Wetzlar, nos dias 18 e 21 de março de 1783, encaminharam pranchas circulares ecléticas a todas as lojas alemãs, com os quinze pontos que regulamentava a Maçonaria Eclética. Nesta prancha, ficaram definido os direitos e deveres de cada alojamento e de cada obreiro. No artigo 3º da referida circular, ficou regulamentado que as lojas definiriam quais e quantos graus superiores seriam incorporados ao estudo da arte real no sistema eclético e qual linha seguir. O projeto da prancha circular foi elaborado pelo Irmão Johann Karl Brönner, obtendo sucesso. Diversos alojamentos aderiram a Corporação Eclética ou Liga Eclética Alemã. Além de Brönner e Knigge, outros grandes maçons colaboraram com a divulgação e crescimento do rito na Alemanha. 

A constituição da Corporação Eclética dava plena independência a suas Lojas a trilhar a estrada da filosofia em separado da base simbólica. Assim, o Sistema Eclético, ou simplesmente “Rito Eclético”, permaneceu com seus graus reformados e adaptados a franco-maçonaria especulativa e regular.

O Maçom Eclético ao alcançar o grau de mestre (ultimo grau do sistema simbólico), era incentivado a continuar a estudar e se aprofundar nos graus superiores (filosofismo), sendo livre para trilhar seu próprio caminho.

A MAÇONARIA ECLÉTICA E AS GRANDES LOJAS

DE FRANKFORT E WETZLAR

A Maçonaria Eclética se estabeleceu em 1783 na Alemanha, no seio das Grandes Lojas de Frankfurt e Wetzlar, sendo organizadas  Grandes Lojas Provinciais em Frankfort, Hambugo, Wilhelmsbad e Wctzlar.  ​A partir de  29 de junho de 1801, as Grande Lojas de Hamburgo adotou um novo rito compilado com base nos rituais ecléticos de Barão von Ditfurth pelo maçom Ludwig Schröder, denominado como  Rito de Schröder, ou seja, um sistema simplificado da Maçonaria Eclética Alemã.

Em 1822 foi instalada  uma Grande Loja do Rito Eclético na cidade de Paris, que  praticava o Rito Eclético com cinco graus, ou seja, três simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre) e dois filosóficos (Cavaleiro Rosa-Cruz e Cavaleiro Kadosh).

​O Rito Eclético ou Sistema da Maçonaria Eclética, além dos países citados, foi bem sucedido também na Polônia, Nápoles, Dinamarca, Itália, Suíça e Espanha (e suas colônias), e nas Américas.  Na Itália,  o rito era praticado por lojas subordinadas ao Grande Oriente D´Itália - GOI, além de lojas a ele subordinado instaladas em suas colônias. 

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Em 1843 foi compilado em Portugal um novo rito, denominado de Rito Eclético Lusitano, ou simplesmente, Rito Lusitano, com sete graus. Entretanto, essa compilação elaborada por Dr. Miguel António Dias (1805-1878) nada tinha haver com o Rito Eclético, sua estrutura foi compilada a partir do Rito Francês ou Moderno, uma tentativa de constituir um rito próprio e exclusivo dos maçons portugueses. O rito foi reeditado em 1853 nos anais e código dos pedreiros livres em Portugal, com sua lei orgânica e regulamento apensos. De acordo com historiadores portugueses, neste mesmo ano, Miguel António Dias conseguiu controlar uma série de oficinas, levando-as a aceitar o novo rito e a sua presidência de um governo provisório. Instalou-se formalmente o Grande Oriente da Maçonaria Eclética Lusitana, com cinco lojas, sendo três em Lisboa (Regeneração 20 de Abril, Firmeza, e Fraternidade), uma em Setúbal (Firmeza) e uma em Torres Novas (Torre Queimada).  A citada potência desapareceu com o falecimento de Antônio Dias a partir de 1878.

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O Rito Eclético deu origem ao Sistema Retificado conhecido como Rito da Ordem dos Cavaleiros Benfeitor da Cidade Santa, fundado em 1784, em França, e como já citado, ao Rito de Schroeder, além de influenciar outros sistemas maçônicos alemães e franceses dos séculos passados.

A FUNDAÇÃO DO PRIMEIRO GRANDE CAPÍTULO

DA MAÇONARIA ECLÉTICA

Separados o filosofismo do simbolismo no Sistema Eclético, e definido a sua base, diversos alojamentos continuaram a trabalhar no filosofismo, afim de estabelecer relações com os demais autos corpos estrangeiros. Alguns corpos foram instalados na linhagem inglesa e outros na escocesa.

Diversos francos-maçons alemães de várias lojas resolveram reorganizar os graus filosóficos compilados por Ditfurth antes da reforma, sendo selecionados dos sistemas maçonaria regulares existentes naquela época, graus genuínos que mantinha os princípios da maçonaria especulativa aplicada ao crescimento e a evolução do Homem, tendo ênfase e destaque os graus de Cavaleiro Rosa-Cruz e Cavaleiro Kadosh.

Um Grande Capítulo soberano e independente foi fundado e estabelecido em Frankfurt (1783-1785), com a finalidade de regular, administrar e orientar o sistema filosófico adotado pelos maçons ecléticos, ficando como guardião de sua liturgia.

A CORPORAÇÃO ECLÉTICA NO URUGUAI, ARGENTINA E  BRASIL

O RITO ECLÉTICO NO URUGUAI

A Maçonaria Eclética foi introduzida no Uruguai em 1882, por Dr. Justino Jimenez de Aréchaga Moratório, quando da cisão que ocorreu no Grande Oriente do Uruguai e seu Supremo Conselho (Gran Oriente del Uruguay y su Supremo Consejo). Ele reuniu diversos maçons cientistas, filósofos e poetas liberais para estabelecer a maçonaria liberal republicana na Cisplatina e Rio da Prata, e também, reformar o sistema maçônico praticado por suas lojas.

Partindo dessa necessidade, um grupo de estudiosos, sob o comando e a direção do Grande Presidente do Conselho dos Ritos, Irmão Lino Abelino Garcia Arroyo, com espíritos críticos e renovadores, a partir do signo do ecletismo alemão, desenvolveram um novo sistema maçônico a ser seguido pelas Lojas do Grande Oriente da Republica Oriental do Uruguai. Analisaram todos os pontos da Maçonaria Eclética Alemã, extraindo deles, a essência da maçonaria tradicional, regular e moderna, reduzindo seus inúmeros graus em um único compendio maçônico conforme estabelecido por Ditfurth em 1776. Esse novo sistema absolveria os inúmeros colégios litúrgicos existentes nas regiões da Cisplatina e Rio da Prata.

Dr. Jiménez, para atender o novo sistema maçônico compilado separou da estrutura do Grande Oriente da Republica Oriental do Uruguai - GOROU (Gran Oriente de la Republica Oriental del Uruguay) os graus simbólicos dos graus filosóficos (conforme determinava as resoluções do Congresso de Lausanne de 1875, ou seja, uma Grande Loja ou um Grande Oriente administra os graus simbólicos, já os graus filosóficos seriam administrados por um auto corpo denominado de Supremos ou Conselho), alterando os arts. 83, 84, 85 do Código Maçônico, promulgado e aprovado em 04 de maio de 1882.

Logo após a reestruturação do Grande Oriente da Republica Oriental do Uruguai - GOROU, Dr. Jimenez, com o apoio do Grande Oriente Brasileiro (Gran Oriente Brasileño), constituiu um Auto Corpo para atender a maçonaria filosófica Uruguaia (Ritos Azuis), denominado de Supremo Grande Capitulo da Maçonaria Eclética (Supremo Gran Capítulo da Masoneria Ecléctica), substituindo o antigo Colégio dos Ritos Azuis, instalado em 1856 em Montevideo. Esse auto corpo foi instalado e consagrado em 1883 pelo Mui Poderoso Supremo Conselho para o Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente Brasiliero (Muy Poderoso Supremo Consejo para el Rito Escocés Antiguo y Acepto del Gran Oriente Brasileño). Seu primeiro presidente foi o Irmão Rufino Pedro Ravìa Gonzalez, sendo sucedido em 1885, pelo Irmão Lino Abelino Garcia Arroyo. Por existir tão somente uma única loja simbólica, o Rito Escocês ficou subordinado ao Mui Poderoso Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente Brasileiro.  

Além das lojas sobre a obediência do GOROU, também existiram outras lojas que trabalhavam no Rito Eclético no Uruguai, subordinada outras potencias, como por exemplo, as lojas "Justicia" (oriente de Cardona) e a "Restauración" (fundada em 19 de maio de 1856, no oriente de Cerro Largo - 2º fase: reerguida no Rito Eclético).

Adolfo Vásquez Gómez com a participação vários maçons liberais republicanos fundou e instalou em 1894, no oriente de  Montevideo, a Respeitável Loja "Emancipacíon", que trabalhava no Rito Eclético. Esta loja era subordinada a Grande Loja Simbólica Espanhola.

O RITO ECLÉTICO NA ARGENTINA

O Rito Eclético foi instalado oficialmente na Argentina em 1866, quando da fundação em Bueno Aires da Loja "Itália", que trabalhava no rito sob os auspícios do Grande Oriente D´Italia - GOI. Essa Loja foi regularizada em 1867 na citada potência, conforme noticiado na Revista della Massoneria Italiana (1880-1881) e no Boletim do Grande Oriente Unido e Supremo Conselho do Brazil: Jornal Offical da Maçonaria Brazileira Ano 1874, Ed. 00001-00003, Pg. 81. Em 23 de agosto de 1880, as lojas Itália, "Obbdienza alla Lege II" e a "Unione Italiana" se fundiram em uma única loja passando a ter cerca de 600 francos-maçons ecléticos. Em 1884 houve uma cisão, a Loja "Itáliase separa da Loja "Unione Italiana", passando a ter por volta de 115 membros em seu quadro. Ainda em 1876, foi fundada em Buenos Aires, a segunda loja da Maçonaria Eclética, denominada  de Loja "Unione Italiana II".

Fundada em Bueno Aires em 1877, a Loja "Garibaldi", sob os auspícios do Gran Oriente da Republica Argentina, sendo esta, a terceira loja do Rito Eclético que se tem noticia da época no Rio da Prata. Essa loja foi regularizada em 17 de abril de 1877, tendo como Venerável Mestre, o Irmão Carlos Urien, conforme noticiado no Boletim do Grande Oriente Unido e Supremo Conselho do Brazil: Jornal Offical da Maçonaria Brazileira, Ano 1876, Ed. 00005-00008, Pg. 659.

De acordo com os boletins do Grande Oriente Ibérico e Grande Oriente Espanhol, arquivados na biblioteca da Espanha, foi fundada a em 1877, a Loja "Alemana Deustchland", ou seja, a quarta loja do Rito Eclético no Rio da Prata, possivelmente, subordinada a Liga das Grandes Lojas da Alemanha (Frankfurt).

A FUNDAÇÃO DA GRANDE LOJA PROVINCIAL BONAERENSE NA ARGENTINA

No dia 01 de novembro de 1890, os representantes das lojas maçônicas: Bragado; San Antônio de Areco; 9 de Julio; Zárate; Las Flores; San Andrés de Giles; Azul; Olavarría: Lavalle;  Luz y Verdad; La Plata;  Stretta Uguaglianza; formaram uma Confederação de Lojas com o intuito de fundar uma Grande Loja Provincial. Em  01 de dezembro de 1891, sobre o comando e direção do Dr. Enrique M. de Santa Olalla foi fundada Grande Loja Bonaerense, tendo como seu primeiro Grão-Mestre, o Dr. Dámaso E. Uribúru.

A Grande Loja Bonaerense trabalhava exclusivamente no Rito Eclético Cientifico, compilado pelo Dr. Enrique de Santa Olalla, a partir dos antigos rituais de Barão von Ditfuth. Ela era reconhecido pelo Grande Oriente Espanhol e da Grande Loja Simbólica Espanhola.

Foi fundado em 10 de novembro de 1894, o Supremo Conselho do Rito Eclético Cientifico, sendo instalado definitivamente em 18 de dezembro de 1894.

A Maçonaria Eclética continuou sua trajetória na Argentina com a fundação em 1902 do Gran Oriente Argentino del Rito Azul, muitas de suas 190 lojas trabalhavam no Rito Eclético nos três graus simbólicos, conforme noticiado nos Boletins Oficial do Grande Oriente Espanhol.

O RITO ECLÉTICO NO BRASIL

O Sistema da Maçonaria Eclética e sua filosofia foi introduzida no Brasil pelo Conselheiro Gaspar da Silveira Martins (Departamento de Cerro Largo, 5 de agosto de 1835 — Montevidéu, 23 de julho de 1901), no Rio Grande do Sul em 1892, quando voltou do exilio da Europa.  Relata ainda a historia que o Conselheiro Gaspar da Silveira Martins dotado de um Espirito Eclético elevadíssimo, com a participação e a colaboração do General Gumercindo Saraiva da Rosa (Arroio Grande, 13 de janeiro de 1852 - Carovi , Capão do Cipó, 10 de agosto de 1894), General Aparício Saraiva da Rosa (Santa Clara de Olimar, à época pertencente ao departamento de Cerro Largo, atualmente de Treinta y Três, Uruguai  - 16 de agosto de 1856  - Santana do Livramento, Brasil, 10 de setembro de 1904) e o General João Nunes da Silva Tavares (Barão de Itaqui: Herval, 24 de maio de 1818 - Bagé, 09 de janeiro de 1906), instalou nas trincheiras dos Maragatos, Cerro Largo, Bagé e Piratini, quando da Revolução Federalista, (1893-1895),  as Lojas: Restauracion (loja mãe da maçonaria de Cerro Largo, Melo, fundada em 19 de maio de 1856, subordinada inicialmente ao Gran Oriente del Uruguay que estava adormecida); Liberdade e Honra; Proctetora da Pátria; Estrella da Liberdade; além de câmaras e capítulos ecléticos. Essas lojas foram a base da revolução no sul do país no século XIX. 

Com o falecimento do General Gumercindo e com o retorno de Silveira Martins para Montevideo, o Rito Eclético teve efêmera duração na Republica Federativa do Brasil. As lojas ecléticas brasileiras foram suprimidas pelo Rito Escocês Antigo e Aceito e outras adormecidas.  O Rito Eclético era também conhecido por muitos maçons do sul do país  como o Rito dos Gasparistas (apelido dados pelos pica-paus ou chimangos gobianos).

Conforme consta no Almanak Litterario e Estatistico, Ano 1899, Ed. 00011, Pg. 47,  a Liga das Grandes Lojas da Alemanha (Rito Eclético), reconheceu em 1899 como potencia legal e legitima o Grande Oriente do Rio Grande do Sul - GORGS (autonomo), fundado em 14 de outubro de 1893 (Cisão do GOB - 1893). 

A ESTRUTURA DA MAÇONARIA ECLÉTICA

A estrutura da Maçonaria Eclética está organizado em três graus simbólicos, e destes, elevam-se onze graus filosóficos, compondo assim, os graus nos moldes do antigo Rito Eclético (Ditfurth: 1776-1779), classificados em seis classes distintas: Loja Simbólica ou de São João; Loja de Mestre Maçom da Marca; Grande Câmara Eclética; Sublime Grande Capítulo Eclético; Conselho Eclético Filosófico de Cavaleiros Kadosh; Soberano Concílio.

A MAÇONARIA ECLÉTICA SIMBÓLICA OU MAÇONARIA DE SÃO JOÃO

No Regime Eclético a base principal são os graus simbólicos, que compreendem nos três primeiros denominados de: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Esse alicerce sustenta a hierarquia de onze graus da Maçonaria Eclética Filosófica. Os graus simbólicos ficam sob a administração exclusiva das obediências simbólicas regulares, sendo autoridades supremas seus grão-mestres, já os graus filosóficos, ficam sob o comando e supervisão do Supremo Grande Capitulo da Maçonaria Eclética.

1ª Classe - Loja Simbólica ou de São João

Grau 1 - Aprendiz Maçom

Grau 2 - Companheiro Maçom

Grau 3 - Mestre Maçom

MAÇONARIA ECLÉTICA FILOSÓFICA

A estrutura filosófica compreende em: Loja de Mestre Maçom da Marca; Câmara Perfeição Eclética; Grande e Sublime Capítulo Eclético; Conselho Eclético Filosófico de Cavaleiros Kadosh; Soberano Concílio; que são designados, genericamente, de Oficinas Litúrgicas. A administração do Soberano Grande Capítulo é presidido pelo seu Grande-Regente.

2ª Classe – Loja de Mestre Maçom da Marca

Grau 4 - Mestre Maçom da Marca

3ª Classe – Câmara Perfeição Eclética

Grau 5 - Sábio do Triangulo Perfeito

Grau 6 - Cavaleiro do Real Arco de Salomão

Grau 7 - Filósofo do Triangulo Perfeito ou Perfeito e Sublime Maçom

4ª Classe - Grande e Sublime Capítulo Eclético

Grau 8 - Cavaleiro da Espada

Grau 9 - Soberano Príncipe Rosa-Cruz

Grau 10 – Patriarca Noaquita

5ª Classe – Conselho Eclético Filosófico de Cavaleiros Kadosh

Grau 11 - Príncipe do Líbano

Grau 12 - Cavaleiro Escocês de Santo André

Grau 13 - Cavaleiro Kadosh de Heredon

6ª Classe – Soberano Concílio

Grau 14 – Grande Inspetor Geral

O Supremo Grande Capítulo da Maçonaria Eclética (Alemã) no Brasil atende os Ritos Eclético, Schröder e Rito de São João ou Rito Húngaro (que não existem em seu sistema graus superiores), além de reconhecer e receber os Mestres Maçons de todos os ritos praticado pela maçonaria regular.

"A MAÇONARIA ECLÉTICA É UMA ESCOLA DE PERFEIÇÃO, UM MAGISTÉRIO DE SABEDORIA, UM VERDADEIRO PROFESSORADO

PARA OS SÁBIOS E FILÓSOFOS LIVRES E VIRTUOSOS:

UM TRIÂNGULO PERFEITO "

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